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14 de outubro de 2011

NOTA DE FELICITAÇÕES


Faço uso deste espaço para externar votos de felicidades ao amigo, companheiro de escola e blog, Allyson Costa, que conquistou sua vaga na Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN), ingressando no curso de Administração, para o Núcleo da referida universidade na cidade Caraúbas/RN. Parabéns e bem vindo a mais uma fase de sua vida.



Por Paula Graziela

4 de abril de 2011

HINO DA COMUNIDADE DE MARIANA: RELATO HISTÓRICO

DEDICAÇÃO DO AUTOR

MARIANA, pelos seus relatos históricos, estás a altura dos seus 105 anos (na época em que o hino foi escrito era essa idade, hoje já são 111 anos). Recebas este Hino, como um gesto de amor, reconhecimento e valorização da sua história, ofertado por este teu filho, que muito almeja o seu desenvolvimento.

Não importa se o que sonho para ti, não sejas por mim vivenciado. Este Hino expressa justamente este sentimento, este ideal, que transfiro para que as gerações que virão depopis de mim possam abraçá-la e concretizá-la. Neste mometo, nestas gerações me sentirei, pelo menos representado.

Coincidamente, concluo este trabalho no dia 08 de maio de 2005. Segundo Domingo de Maio. Dia pelo nosso calendário consagrado as nossas Mães. Em se tratando do sentimento patriótico, fostes MARIANA, a minha MÃE. Nos teus braços, no teu solo eu nasci.

Portanto, este Hino é para ti, e para todos os seus filhos, meus irmãos, o meu sublime presente, neste dia. Que dure, como meu amor por ti.


DADOS DE IDENTIFICAÇÃO DO AUTOR

Francisco Alcivan Viana ou popularmente, Alcivan Viana.


Um filho da Mariana, neto, filho e sobrinho de alguns dos seus primeiros professores e professora, e que também tornou-se professor, coincidentemente começando seu sacerdócio também pela Mariana.

Pelas oportunidades do seu tempo, um pouco já mais avançadas do que a dos seus pais, chegou a cursar faculdade. Seu pai sempre sonhou em torná-lo médico. Porém não sentindo-se vocacionado e nem também oportunizado, optou e cursou HISTÓRIA.

Historiador. Daí sua paixão e vocação para que a ela se relaciona, inclusive pela política. Herdou também de seu pai, o espírito e a vocação para o magistério e aglutinou a este ofício em decorrrência do seu espírito de cidadão pensador, transformador, inquieto no seu tempo, o ideário da política. Até a data de composição deste hino dedicado a sua Terra Natal - MARIANA, estava o mesmo, no exercíco do seu segundo mandato de Vereador, pelo Partido Comunista do Brasil - PC do B. Mandato este de toda Caraúbas, entretanto muito vinculado e direcionado para sua querida Comunidade MARIANA. Hoje o autor é Vice-Prefeito de nossa cidade pelo PMDB. Este é o nosso autor.



Por Paula Graziela

HINO DA COMUNIDADE DE MARIANA: RELATO HISTÓRICO

Pedimos desculpas aos nossos leitores por não termos postado as nossas postagens especiais a respeito do hino de nossa comunidade nestes últimos sábado (02) e domingo (03), mas que foi por motivos superiores. Hoje estaremos encerrando essa série sobre o hino, pois serão publicadas todas que eram para terem sido divulgadas nos últimos dias.

7ª ESTROFE

Compete a teus filhos, Mariana
Crescester e torná-la soberana
É só se organizar
E jamais se deixar
De ser representada, ó Mariana

Com esta estrofe o autor encerra o nosso hino, lançando na verdade um desafio, a ser abraçado por todos os marianenses. Por todos aqueles que se sentirem filhos da Mariana. Mesmo os muitos que já chegaram e outros tantos que chegarão na condição de filhos adotivos da Mariana. "Crescestes e torná-la soberana". Este é o desafio colocado para todos os marianenses. Porém vai mais além o autor a lançar este desafio. Aponta dois caminhos para a superação deste. O primeiro cita: "É só se organizar". Isso implica dizer que a comunidade não poderá abrir mão de sua tradição de organização, iniciada com mais ênfase a partir do ano de 1970. E mais que isso, lutar para fortalecer esta sua organização. Cada seguimento procurar manter-se organizado: jovens, mulheres, idosos, trabalhadores, trabalhadoras. Todos lutando pelo mesmo que lhes é necessário para alcançar uma vida com dignidade.

O segundo recado é tão forte quanto o primeiro, pode até ser interpretado como um desdobramento do primeiro, porém bem mais desafiador. Cita: "E jamais se deixar, de ser representada, ó Mariana". A que chama atenção o autor nesta frase? A Comunidade deve ter a preocupação, ao mesmo tempo como um compromisso com ela mesma, de não deixar de ter representatividade política. Isso nas mais variadas instâncias, desde uma representatividade sindical até uma representatividade no poder legislativo e quem sabe até alcançar uma representatividade no poder executivo.

Sem dúvidas, estes são caminhos para que a MARIANA possa de fato continuar existindo, crescendo e se envolvendo.



Por Paula Graziela

1 de abril de 2011

HINO DA COMUNIDADE DE MARIANA: RELATO HISTÓRICO

6ª ESTROFE

E agora já erguidas, Mariana
Um novo olhar em ti depositamos
Distrito há de passar
E uma dia chegará
Ao nível de cidade, ó Mariana

Aqui o autor, observando o estágio em que já encontra-se a comunidade, lança o que ele mesmo chamou de novo olhar. O que seguramente poderíamos também interpretar como um novo desafio. É um reflexo do desejo de vê-la progredir já manifestado no refrão. Assim, aponta as etapas futuras a ser desbravada pela MARIANA. O passo seguinte a ser perseguido e conquistado é sua transformação num DISTRITO. Para isso a Comunidade deverá, observando as leis municipais a que está submetida, buscar ir a luta pelo que lhes falta para que o credencie, para que o habilite a lutar pelo seu reconhecimento a categoria de distrito dentro do município.

O autor numa visão futurista vais mais além, vislumbra a ideia de que deverás chegar mais longe, quem sabe um século a mais ou menos de que o já vivido. E conclui: "Ao nível de cidade, ó Mariana".



Por Paula Graziela

31 de março de 2011

HINO DA COMUNIDADE DE MARIANA: RELATO HISTÓRICO

5ª ESTROFE

Famílias foram muitas, Mariana
Que desbravaram e aqui foram formando
Um só povo, um lugar
E hoje qui está
Os frutos desta gente, ó Mariana

Nesta estrofe, o autor faz um reconhecimento às famílias, que como bem cita "famílias foram muitas, Mariana". Aqui chegaram e foram na sua transversalidade se ampliando e se constituindo num só povo. Numa miscigenação de famílias. Desde Pedro Sidô, como até então vem sendo reconhecido como um dos nossos principais ancestral, outras famílias foram chegando como: Costa, Sabino, Câmara, Tavares, Viana, Batista, Ramalho, Bezerra, Barbosa, Oliveira, Canela, Morais, Lima, Mdeiros, Melo, Pompeu, Gomes, Silva, Sales, além de outras. O fato é que hoje na Mariana, são várias famílias, num fenômeno que poderemos comparar a uma árvore frondosa com muitos galhos, onde cada família tornou-se um galho desta árvore, porém como uma só raiz.

E conclui: "E hoje aui está, os frutos desta gente, ó Mariana". Como se disséssemos os frutos desta árvore chamada MARIANA.



Por Paula Graziela

30 de março de 2011

HINO DA COMUNIDADE DE MARIANA: RELATO HISTÓRICO

4ª ESTROFE

As margens de uma lagoa, ó Mariana
Palmeiras do sertão de embelezando
Teu solo conservar
Com á guas a banhar
Tornando-a fértil e bela, Mariana

Nesta estrofe o autor faz alusão às riquezas, as potencialidades de que é portadora a nossa Comunidade. Cita então a lagoa - conhecida como lagoa do "Apanha-Peixe", assim denominada pelos nossos indígenas, o que reforça a tese da nossa origem muito intimamente ligada às tribos indígenas que por aqui habitaram. E cita também como uma outra potencialidade natural, a Caranaubeira, aqui chamada de "Palmeiras do Sertão", que além de ser uma potencialidade muito forte do ponto de vista econômico, possibilitando a qualquer tempo geração de emprego e renda se bem trabalhada no seu cultivo e na sua extração, é também algo extraordinário do ponto de vista do nosso ecossistema, pois além de embelezar a nossa paisagem naturalista, ajuda na conservação do nosso solo.

Por fim, o reconhecimento de que estas duas dádivas da natureza - a lagoa, com o seu manancial hídrico (suas águas), e as carnaubeiras, com sua exuberante capacidade de resistência ao semi-árido - não é atoa, que é considerada como "árvore da vida", acabam por tornar o nosso solo mais fértil e a nossa paisagem mais bela.


Por Paula Graziela

29 de março de 2011

HINO DA COMUNIDADE DE MARIANA: RELATO HISTÓRICO

3ª ESTROFE

REFRÃO
Ó Mariana, És bela ó Mariana
Todo seu povo, que vê-las progredir
Tradição de vida em Comunidade
Geração por geração, a de segui

É o chamado REFRÃO ou ESTRIBILHO. Aqui o autor se aventura a expressar o seu sentimento de amor pela comunidade, da qual é nato. É o que chamamos na história de visão por dentro, onde o historiador se deixa levar pelo seu sentimento, expressando o que vem so seu íntimo.

Ao mesmo tempo em que arrisca-se falar pelo seu povo, enfatizando o desejo de ver a comunidade progredir, ele reconhece um lado muito forte que hoje permeia a vida da comunidade, que é a tradição de organização dos trabalhos comunitários. O povo organizado em Associação, em grupos afins, que tem sido até aqui a base e a forma encontrada pela comunidade para ir alcançando o seu desnvolvimento, obtendo suas conquistas.

Outro aspecto a ser observado, é que o autor não fala só em nome dos filhos da Mariana. Mais sim relaciona todos os seus habitantes - filhos ou não, quando cita: "Todo seu povo que vê-las progredir".

Conclui esta estrofe, apostando em que esta tradição irá passar como uma lei onde "geração por geração, a de seguir".



Por Paula Graziela

28 de março de 2011

HINO DA COMUNIDADE DE MARIANA: RELATO HISTÓRICO

2ª ESTROFE

Passado muitos anos ó Mariana
Famílias aqui foram povoando
Aqui vieram morar
Um núcleo habitar
Com o nome que deixastes, Mariana

Rassalta o autor o sentido lógico da evolução do povoado a condição de sítio, até a denominação atual de comunidade. Registra a chegada de várias famílias que foram habitando, povoando o lugarejo que o chamou de núcleo. Porém destaca um aspecto importante: mantiveram o mesmo nome - MARIANA.

O autor fez questão de não mencionar os nomes dos pseudos desbravadores, sob o cuidado ético, e até pela ausência de um conhecimento mais apurado deste fato, procurando assim evitar cometer equívocos ou injustiças que venham a deformar a nossa verdadeira história. Daí porque cita apenas "famílias aqui foram povoando".

Por outro lado, na sua visão de historiador, não concebeu como sendo este - o hino - o espaço adequado para mencionar nomes dos que são considerados como fundadores, o que segundo sua visão poderia acabar por cultuá-los com alguns equívocos, e perder o que de mais belos, na sua visão, traduz esta nossa origem, que foi esta descendência indígena, nesta versão quase que lendária da nossa história. Deixemos estes registros para outros tipos de relatos históricos, menciona o autor.


Por Paula Graziela

27 de março de 2011

HINO DA COMUNIDADE DE MARIANA: RELATO HISTÓRICO

Pedimos desculpas aos nossos leitores por ontem (26), não termos colocado a nossa postagem especial, mas hoje (27), dando continuidade às nossas postagens especiais sobre o Hino da Comunidade de Mariana, começaremos com o relato histórico do mesmo, lembrando que o significado deste é todo segundo o autor: Francisco Alcivan Viana.

1ª ESTROFE

Nos conta a história ó Mariana
Que fostes uma índia, bela e humana
Que aqui viestes morar
Sua vida consagrar
Na terra que adotastes o teu nome

Recorreu o autor a uma versão que é contada na Comunidade, tida quase que por lenda. Versam os relatos, de que o nome MARIANA, originou-se de uma personagem indígena. Apesar de que, não há registros do porque de sua passagem por esta região, mas citam, chegou esta a construir sua morada neste local até então não desbravado. Daí porque esta origem muito se assemelha com uma lenda, embora com fundamentos bem convincentes, haja visto ter comprovação histórica de que esta região foi realmente habitat natural de tribos indígenas, como os PAIACUS e os TUPI GUARANÍS.

Não há porque duvidarmos desta fundamentação, e não citá-las como uma base histórica, quando de fato algumas cidades da nossa região receberam denominação da língua indígena, dentre estas aquela da qual fomos descendentes antes da emancipação política do nosso município, falo de APODY (palavra indígena), hoje APODI.

Voltando direto ao relato da origem do nome de nossa comunidade, nos diz os relatos, que ao chegarem desbravadores de origem não indígena, dita-nos estes relatos que isto veio a ocorrer por volta do início do século XX, precisamente no ano de 1900, deparam-se com esta ÍNDIA, aqui habitando, já velha logo veio a falecer. Em sua redenção (homenagem), batizaram o lugarejo com seu nome: MARIANA.

Se quisermos reconhecer este relato, transcrevendo-o para nossa história, é preciso vincular e reconhecer a origem de nossa comunidade, as tribos indígenas, inclusive, sempre mencionando-as como sendo nossos primeiros desbravadores, para não repetirmos, aqui os erros e as injustiças históricas a que submetem nossos indígenas, nos relatos da história oficial do nosso querido Brasil.



Por Paula Graziela

25 de março de 2011

HINO DA COMUNIDADE DE MARIANA

Como anunciado ontem em postagem aqui do nosso blog, estaremos começando hoje uma série de postagens especiais sobre o Hino de nossa comunidade, algo que nenhuma comunidade rural desfruta além da nossa.

Hoje começaremos com a letra completa do Hino e a partir de amanhã, traremos todos os dias o significado de cada estrofe e sua história.

Confira abaixo a letra completa do Hino da Comunidade de Mariana:

Letra e Música: Francisco Alcivan Viana
Nos conta a história ó Mariana
Que fostes uma índia, bela e humana
Que aqui vistes morar
Sua vida consagrar
Na terra que adotastes o teu nome

Passado muitos anos ó Mariana
Famílias aqui foram povoando
Aqui vieram morar
Um núcleo habitar
Com o nome que deixastes, Mariana

REFRÃO:
Ó Mariana, és bela ó Mariana
Todo o seu povo, que vê-las progredir
Tradição de vida em Comunidade
Geração por geração, a de seguir

As margens de uma lagoa, ó Mariana
Palmeiras do sertão te embelezando
Teu solo conservar
Com águas a banhar
Tornando-a fértil e bela, Mariana

Famílias foram muitas, Mariana
Que desbravaram e aqui foram formando
Um só povo, um lugar
E hoje aqui está
Os frutos desta gente, ó Mariana

REFRÃO

E agora já erguidas, Mariana
Um novo olhar em ti depositamos
Distrito há de passar
E um dia chegará
Ao nível de cidade, ó Mariana

Compete a teus filhos, Mariana
Crescestes e torná-la soberana
É só se organizar
E jamais se deixar
De ser representada, ó Mariana

REFRÃO



Por Paula Graziela

24 de março de 2011

POSTAGEM ESPECIAL

A partir de amanhã, sexta feira (25), o blog Informativo Marianense estará trazendo postagens especiais sobre algo que nem toda comunidade rural desfruta, mas a Comunidade de Mariana tem esse privilégio. As nossas postagens serão feitas a respeito do Hino de nossa comunidade.
Nessas postagens traremos a letra do hino, e cada dia o significado de todas as estrofes, como também a história do hino.

Por Paula Graziela